terça-feira, 31 de agosto de 2010

Você está pronto para Implementar um PROGRAMA DE QUALIDADE?

Implementar um Programa de Qualidade na Empresa é uma tarefa difícil e de muita persistência, que necessita, além do conhecimento técnico, de um trabalho em equipe e comprometimento por parte de toda a empresa, principalmente dos seus líderes, pois são eles que dão aquele Ok final para qualquer situação.
Se você está nesta situação, quebrando a cabeça, tentando fazer os outros entenderem a importância da qualidade, continue lendo este post, pois a seguir escreverei alguns pontos importantes que devem ser refletidos antes de (tentar) colocar em prática qualquer controle de qualidade, em qualquer lugar, em qualquer situação.
Estas dicas (ou reflexões) foram tiradas do material da prof Lídia Picinin, da época da faculdade. Se estas dicas me ajudaram, podem ajudar você também!
Vamos lá?
1)Quem é responsável pela qualidade?
Está é uma estória sobre 4 pessoas chamadas: todo mundo, alguém, qualquer um, ninguém.
"A qualidade era serviço importante a ser feito e TODO MUNDO estava certo de que ALGUÉM faria.
QUALQUER UM poderia ter feito, ALGUÉM ficou zangado com isso, porque era serviço de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER um podia fazê-lo, mas NINGUÉM percebeu que TODO MUNDO não o faria.
No fim, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito"
2) Qual a diferença entre Eficiência e Eficácia?
Eficiência: Cumpre suas funções quanto as normas e padrões
Eficácia: chega realmente à construção de um objetivo.
3) Os 10 Mandamentos da Qualidade:
1- Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo comente seus planos no sentido de tornar seu trabalho cada vez mais produtivo.
2- Ao entrar no prédio da sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir o olhar, mesmo não sendo um colega da sua área
3- Seja metódico ao abrir seu armário, ao ligar seu computador, ao passar as informações... Comece relembrando as notícias de ontem.
4- Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem, talvez, não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.
5- Quando for abordado por alguém, saiba que, quem veio lhe procurar deve estar precisando de sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você possa lhe dar.
6- Não deixe de alimentar-se na hora do almoço. Respeite suas necessidades. Se você adoecer, tarefas terão que aguardar sua volta, exceto aquelas que acabarão por sobrecarregar seu colega.
7- Dentro do possível, tente se agendar para os próximos 10 dias, para qualquer evento. Não fique trocando datas a todo o momento. Lembre-se de que você afetará o horário de vários colegas.
8- Ao comparecer a estes eventos, leve o que for preciso e, principalmente, suas idéias. Divulgue-as sem receio! O máximo que pode ocorrer é alguém do grupo não aceitá-la. Talvez mais tarde, você tenha a chance de mostrar que estava com a razão. Saiba esperar.
9- Não prometa o que está além de seu alcance só para impressionar quem lhe ouve. Se você ficar devendo um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
10- Na saída do trabalho, esqueça-o! Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe darão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio.
4) Monte um Plano de Ação
Antes de colocar em prática uma idéia, monte um plano de ação.
Primeiro você deve conhecer o Processo existente: identificar os problemas, priorizando-os por importância e suas causas. Depois, montar um plano para bloquear a(s) causa(s) fundamental(is): definir os métodos, educar/treinar. Executar. Verificar o que foi feito e comparar com o planejado. Caso ainda não esteja conforme o esperado, retorne ao início do ciclo. Ao final, deve-se prevenir que o problema inicial não volte a ocorrer.
Após descobrir as causas, elaborar alternativas e descrever as soluções mais relevantes, é momento de implementá-las. Pode-se utilizar o sistema 5W1H para cada problema encontrado: What (Qual o problema)?Who (Quem irá solucioná-lo)? When (Quando será feito)? Where (Onde)? Why (Por que)? How (Como)?
Somente conseguirá atingir a meta estabelecida quem fizer um bom plano de ação.
Enfim... estas foram algumas dicas preciosas dadas pela prof Lídia em sala de aula. Faz a gente parar, pensar e se perguntar: por que não estou conseguindo colocar em prática aquele programa de qualidade?
Ah! Outra dica dada no treinamento de atendimento ao cliente, de uma empresa em que trabalho: SURPREENDA... Sempre... Seja um cliente, chefe, colega de trabalho,...!
Bjo bjo
Obs: Com este post, gostaria de mostrar a minha admiração pela Prof Lídia. Professora super dedicada e com aquele DOM para ensinar que poucos tem. Obrigada por tudo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O que é Carne Maturada?



Oi!

Eu sei que tinha prometido continuar o assunto sobre higienização, mas resolvi escrever, essa semana, sobre Carne Maturada. PQ?

Simplesmente porque é uma das perguntas que mais escuto de clientes e consumidores. O que é carne maturada? Qual a diferença entre ela e as carnes que compramos diretamente de açougues? Pois bem... para quem compartilha desta dúvida ou quer apenas refrescar a memória... segue a resposta!

O Processo de maturação da carne consiste em manter a carne fresca a uma temperatura superior ao ponto de congelamento (1,5ºC). O tempo varia de acordo com o resultado desejado, porém se o período for longo demais, pode resultar em odor e sabor desagradáveis. No Brasil, normalmente armazena-se a carne para maturação por até 15 dias.
A finalidade deste processo é obter uma carne mais macia e com melhores características organolépticas, sendo que este resultado, tão apreciado pelos consumidores, dá-se pela ação das próprias enzimas da carne.
Após o abate dos animais, algumas alterações bioquímicas e biofísicas ocorrem em seu organismo, ocasionando o rigor mortis, que nada mais é do que formação de ligações permanentes entre a actina e miosina (são as proteínas da contração, porém num movimento normal, essas ligações se desfazem, proporcionando o relaxamento após a contração), ocasionando uma dureza na carne.
Entretanto, quando uma carne sofre um processo correto de maturação ocorre a degradação de determinadas proteínas miofibrilares por proteases (enzimas) do próprio músculo, ocasionando, principalmente, uma maior maciez da carne.
A temperatura e o tempo são as únicas variáveis, que podem afetar a maturação, controláveis. Geralmente menores temperaturas de estocagem resultam em carnes menos macias.
O ideal é que essas carnes estejam embaladas à vácuo para evitar o crescimento de bactérias aeróbicas (que precisam do oxigênio para sobreviver), aumentando a segurança do produto.
É importante ressaltar que a carne maturada tem uma composição idêntica à da fresca e nenhum ingrediente é adicionado à ela.

Referencias Bilbiográficas:
http://www.rehagro.com.br/siterehagro/publicacao.do?cdnoticia=525
http://super.abril.com.br/superarquivo/1997/conteudo_115749.shtml
http://ronaldorossi.com.br/blog/?p=199

terça-feira, 17 de novembro de 2009

REATIVAÇÃO DO BLOG


Depois de muito tempo sem escrever... reativo meu blog!
A vida está muito corrida. Quando eu estava no colégio ou faculdade e as pessoas (já com seus empregos) falavam que não tinham tempo pra nada, eu não acreditava e agora... eu sou uma delas! Cabeça fervendo a milhão, muitas idéias, muita coisa nova aparecendo.
Uma das coisas novas da minha vida é o trabalho com higienização de equipamentos e instalações e portanto, vou falar um pouquinho desse assunto que considero tãaaao importante.

HIGIENIZAÇÃO

A higienização é uma das etapas mais importantes no processamento de alimentos e deve propocionar a qualidade e segurança do produto final sem interferir nas propriedades nutricionais e sensoriais dos alimentos.
Consiste em remover os materiais indesejados (corpos estranhos, restos de alimentos, resíduos de produtos químicos e microorganismos) das superfícies a um nível que, os resíduos que persistirem, não apresentem qualquer risco para a qualidade e segurança do produto.
Quando feita de forma adequada, com os produtos registrados e destinados para cada tipo de processamento (leite, carnes, ovos, etc) seguindo todas as normas do fabricante (quando idôneo, os resultados se baseiam em testes), literatura técnica ou científica e testes realizados no próprio estabelecimento junto com laboratório credenciado, favorece o controle de qualidade da indústria, diminui os custos de produção, não causa danos à saúde do consumidor e ainda obedece todas as normas e padrões microbiológicos estipulados pelos órgãos competentes.
Para escolher um Programa de Higienização deve-se compreender a natureza de sujidade que vai ser removida, escolher o método mais adequado para sua remoção, o tempo e espaço disponível para a realização do processo e o método mais indicado para avaliar a eficácia do procedimento.
A higienização é dividida em quatro etapas: pré-lavagem, limpeza, enxague e sanitização. O objetivo da pré-lavagem é retirar as sujidades mais visíveis, da limpeza é retirar os produtos orgânicos (proteínas e gorduras) e minerais. O enxague serve para retirar os resíduos. Já na sanitização, procura-se reduzir a níveis aceitáveis (nível se segurança) o número de microorganismos existente nas superfícies que terão contato com o alimento e/ou manipuladores.
Etapas: PRÉ-LAVAGEM - DETERGENTE - ENXAGUE - SANITIZAÇÃO
Dependendo do produto que será utilizado para a sanitização, deve-se fazer um novo enxague.

Próximo post: tipos de detergentes, sanitizantes, qualidade da água, monitorização e verificação dos procedimentos.

Referência:
IMPERATO D. T. S. Higienização de instalações e equipamentos na indústria de alimentos. Trabalho monográfico de conclusão de curso de pós graduação em higiene e inspeção de produtos de origem animal. Instituto Qualittas. 2008.
Manual de Higienização da Indústria Alimentar: http://www.dgv.min-agricultura.pt/higiene_publica/Cod_Boas_Praticas/Plataforma%20CBP_20081215/C%20 -%20Manual_higienizao_Indudtria_Alimentar_aesbuc.pdf