domingo, 14 de dezembro de 2008

APPCC

O que é APPCC? Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle.
Aonde pode ser aplicado? Produção de matéria-prima, processamento industrial, distribuição e comercialização de alimentos, serviços de alimentação coletiva e também pode ser aplicado pelo consumidor.
Objetivo: Prevenir, reduzir ou minimizar os perigos associados a produção de alimentos (Perigo: físico, químico ou biológico – que possam causar dano à saúde do consumidor).
Origem: Projeto da Companhia Pillsbury para a NASA (para garantir que os astronautas não comessem alimentos contaminados e tivessem maiores problemas...).
É baseado numa inspeção preventiva e não reativa, aonde se tem o controle de todo o processo de produção dos alimentos, evitando uma contaminação biológica, física e/ou química. Mas não é 100% seguro. Porque é controlado por pessoas.
Princípios:
1) Efetuar uma análise de perigos e identificar as respectivas medidas preventivas
= Identificar com dados de ocorrência e prevalência, literatura científica, dados da empresa. Medidas Preventivas: controle de tempo x temperatura, controle de fornecedores, etc;
2) Identificar os Pontos Críticos de Controle (PCC) = Etapa onde é possível aplicar medidas de controle para prevenir, eliminar ou reduzir os perigos a níveis aceitáveis. Para ver se é um PCC, deve-se aplicar uma árvore decisória. Ex. de PCC: pasteurização, pois é a última etapa em que pode-se reduzir a niveis aceitáveis os microrganismos patogênicos.;
3) Estabelecer limites críticos para as medidas preventivas associadas com cada PCC. Ex: tempo e temperatura de pasteurização – buscar na legislação, testes laboratoriais; literatura técnica e científica;
4) Monitorar cada PCC – seqüência de observações que tem como objetivo avaliar se o PCC está sob controle, através de monitoramento. Ex: termômetro e timer. Registro em planilhas para verificações futuras;
5) Estabelecer ações corretivas para o caso de desvio dos limites críticos. O que fazer quando se percebe que há falha no processo? Corrigir ou eliminar as causas do desvio. Ex: corrigir temperatura do pasteurizador ;
6) Estabelecer procedimentos de verificação – Procedimentos, testes, auditorias para verificar se o Plano APPCC está de acordo com os requisitos ou precisa ser revalidado;
7) Estabelecer um Sistema para registro de todos os controles – Registros são provas documentais e devem ser feitos no momento da monitorização.

Antes de implantar o APPCC, devem-se ter outros programas de qualidade – Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO) (São pré-requisitos).
Além disso, para um plano APPCC dar certo, há etapas preliminares: Comprometimento da direção, treinamento em APPCC, formação da equipe de APPCC, descrição do produto (o plano é individual para cada produto), identificação do usuário e uso do produto e o desenvolvimento e validação de um diagrama de fluxo.
Quem quiser saber mais sobre assunto: Portaria n° 46, de 10 de fevereiro de 1998, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Bjos!!!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Informação Nutricional

Oi!
Em homenagem aos meus tempos de estudante de nutrição e ao meu tcc da pós... o assunto de hoje é Informação Nutricional!!!!
Rotulagem Nutricional é toda descrição destinada a informar ao consumidor sobre as propriedades nutricionais de um alimento.
As informações nutricionais referem-se ao produto na forma como está exposto à venda e devem ser apresentadas na forma de porções, medidas caseiras, devendo conter ainda o percentual de valores diários para cada nutriente declarado, exceto no caso de ácidos graxos trans, cujo percentual de valor diário não deve ser declarado.
O uso de rótulos e das informações nutricionais deve ser incentivado pelos profissionais de saúde, entidades de defesa do consumidor, e pela comunidade escolar, entre outros, para transformar esse instrumento em ferramenta efetiva para a escolha de alimentos mais saudáveis pela população.
Entretanto, há muita informação nos rótulos enganosa, ambígua, confusa... podendo induzir o consumidor ao erro.
No Brasil, as normas que regulamentam a informação nutricional são: RDC 359 e 360 e Portaria 27, todas da ANVISA.
A RDC 359 publica as porções que devem ser indicadas nos rótulos de alimentos e bebidas embalados, baseado em uma dieta de 2000 kcal
A RDC 360 torna obrigatória a apresentação da informação nutricional nos rótulos de alimentos e bebidas embalados.
Já a Portaria 27 aprova o Regulamento Técnico referente à Informação Nutricional Complementar.

Pesquisando para o meu TCC algumas coisas me chamaram a atenção:
1) Gordura Trans: muitos nutrientes e mesmo alimentos, já foram tratados como vilões da alimentação. A bola da vez é a gordura trans. Ela está presente principalmente em produtos industrializados como salgadinhos, pipoca, sorvetes, bolos, frituras, biscoitos, pois dá o sabor e a crocância para esses produtos, além de aumentar a validade. A Organização Mundial da Saúde recomenda no máximo a ingestão de 2g/dia. Você sabe quanto tem nos alimentos? 3 Biscoitos recheados = 2,1g; uma bola de sorvete = 1,6g; um pacote médio de batatas fritas = 8g; um pacote de salgadinho de 30g = 2g. Isso parece assustador, não? Principalmente se você souber que essa gordura é pior que a saturada, pois as duas aumentam o LDL (mau colesterol), e a trans ainda diminui o HDL (bom colesterol), elevando o risco de doenças cardíacas. Até aih tudo bem... vc tem as informações nutricionais para te ajudar na escolha de alimentos zero trans. Certo? ERRADO! Muitos rótulos contém ZERO TRANS estampado na frente e com uma letrinha bem pequenininha... por porção... daih você olha a porção e ela é ridícula... do tipo, um quadradinho da barra de chocolate (exagerei... mas é mais ou menos assim). Para piorar a situação... o Ministério da Saúde autoriza que se a porção tiver menos que 0,2g de gordura trans, pode ser considerada Zero Trans. Então, algumas vezes Zero Trans não significa realmente ZERO TRANS!
2) Nos alimentos direcionados ao público infantil (aqueles com bichinhos, brincadeiras nas embalagens, formatos diferentes) o Valor Diário Recomendado nas Tabelas Nutricionais dos produtos, muitas vezes, é o indicado para adultos e não para as crianças!!!!!!!!! Então... Por exemplo... Se a tabela diz que o sódio que contém na porção do alimento corresponde a 6% do valor diário recomendado numa dieta de 2000 kcal... é o valor recomendado para adultos!!!!! E para as crianças? O mínimo que podia ter nesses produtos é uma tabela com a informação nutricional para as crianças também!
O que acham disso tudo?
Espero comentários!
Bjosssssssssssssss

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fotos com looks engraçados

Dia desses... vi no orkut de uma amiga fotos dela em looks de vários anos. Não resisti, peguei o endereço e fui brincar um pouco (quem ve pensa que nao tenho nada para fazer... mas foi pra desestressar). Ri muito! Vcs podem conferir algumas fotos que eu fiz. Outro dia eu coloco as fotos em looks mais recentes. Divirtam-se!

1984 1982
1978


1974
1970
1968
1966
1964
1962
1960


Hahahaha! Quem gostou bate palma! Ha! Clap Calp Clap!
Bjoooooooooooooooooooos! Até amanhã

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

BPF



Hoje o assunto é sobre alimentos, mais precisamente, sobre Boas Práticas de Fabricação (BPF) no setor de alimentos. Um dos Programas de Qualidade mais importantes na indústria, pois é a porta de entrada para os outros programas.

Quais as principais normas utilizadas?
- Portaria N° 368, de 4 de setembro de 1997 (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA): Aprova o Regulamento Técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos.

- Portaria N° 326, de 30 de julho de 1997 (Ministério da Saúde – MS. Secretaria de Vigilância Sanitária): Regulamento Técnico sobre as condições higiênico sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos Produtores/Industrializadores de alimentos.

- Resolução RDC N° 216, de 15 de setembro de 2004 (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA): Aprova o Regulamento Técnico de Boas Práticas para os Serviços de Alimentação.

Mas o que é BPF?
São procedimentos de higiene que devem ser adotados em todo o processo de produção, desde a obtenção da matéria-prima até a expedição, para garantir a qualidade e segurança dos produtos.

Aonde se aplica?
Se aplica a toda pessoa física ou jurídica que possua pelo menos um estabelecimento no qual se realizem algumas das seguintes atividades: elaboração, industrialização, fracionamento, armazenamento e transporte de alimentos.

Requisitos da BPF:
- Produção Primária (matérias primas)
- Projetos e Instalações
- Abastecimento de água potável
- Controle de Operações
- Limpeza e Sanitização das instalações e superfícies
- Controle Integrado de Pragas
- Higiene e Saúde Pessoal
- Higiene na Elaboração
- Embalagens
- Transporte
- Informações e avisos ao consumidor (Rotulagem)
- Treinamento

Importância da BPF:
- Melhoria na organização interna
- Melhoria da imagem na organização
- Aumento de satisfação e confianças dos clientes
- Redução de Custos
- Aumento da Motivação e envolvimento dos funcionários
- Melhoria da competitividade em relação aos concorrentes
- Aumento da produtividade
- Acesso a mercados privilegiados

Todos os estabelecimentos devem ter um Manual de Boas Práticas de Fabricação, elaborado por uma equipe capacitada, contemplando todos os requisitos listados acima. O Manual é individual, pois cada empresa possui seus produtos, processos de elaboração, formas de controle das operações, seus fornecedores e, portanto, um Manual nunca deve ser comprado pronto ou copiado de outro estabelecimento.

Então por hoje é isso... apenas um pequeno resuminho sobre as Boas Práticas de Fabricação na indústria de alimentos. Agora você pode conferir nas normas o assunto na íntegra. Ah! Também existem cursos dados por todo o Brasil sobre este assunto, como elaborar o Manual e outros programas de qualidade. Mas eu não vou fazer aqui propaganda de graça! :)
Bjos

domingo, 21 de setembro de 2008

Tulipas


OI!!!!

O assunto de hj não é sobre veterinária... é sobre minha flor preferida. Eu acho as tulipas as flores mais lindas que existem nesse mundo. Por causa disso, resolvi dar uma gloogada e acabei descobrindo algumas coisinhas sobre essa flor:

1) Não são originárias da Holanda e sim de Istambul. Mas na Holanda encontraram terreno e clima apropriados, além de um povo que gosta muito de flor. Alguns ainda defendem que elas vieram da China (mas o mais importante é que elas naosurgiram na Holanda, como eu pensava).

2) O nome vem da palavra turco-otomana tülbend, posteriormente afrancesada para tulipe, que originalmente significa turbante (o formato é bem parecidinho).
3) O bulbo contém alcalóides termoestáveis e cristais de oxalato de cálcio. Quando manipulados liberam um pó que pode provocar conjuntivites, rinites e até asma (UI).
4) No Brasil, a cidade maior produtora de tulipas é a Holambra (SP).

5) As tulipas, por se adaptarem melhor ao clima frio, no lugar de regá-las com água natural, você pode adicionar 1 ou 2 pedras de gelo sobre o substrato, de manhã e à tarde, todos os dias.

6) No clima brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez (Humm... é pra quem goooooooooosta de jardinagem. Demora e tem q colocar até na geladeira, duas vezes, 6 meses cada! Isso tudo para simular as condições climáticas do seu habitat natural).

Por hoje é só... amanhã posto assuntos "veterináricos"

UM BEIJO


PS: Crédito da semana: encontro com as amigas e seus respectivos. Muito bom! :)
Débito da semana: comédia que eu vi no cinema - Zohan. O agente bom de corte. Até uma hora de filme até que é engraçadinho... a outra uma hora restante é um pé no saco.

Fontes:

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tyson Foods anuncia entrada no Brasil


Oi gente!
A novidade de hoje (na Indústria de Alimentos) é a venda da Macedo, Avita (ambas de SC) e a Frangobras (do PR) para a Tyson Foods, empresa norte-americana e líder mundial em alimentos.
A Tyson foods é a maior processadora mundial de carne de frango, bovina e suína. Está na segunda posição das maiores produtoras de alimentos da Fortune 500. A companhia desenvolve grande variedade de produtos a base de proteína e alimentos preparados e é reconhecidamente líder nos setores de varejo e serviços de alimentação nos mercados em que atua.
A empresa confirmou o investimento de US$ 200 milhões, incluindo o valor da compra, nos próximos 18 meses nas três unidades.
Uma das razões para esta aquisição é utilizar as unidades brasileiras para exportar frango para a Europa, já que, atualmente, os Estados Unidos não exportam para o continente europeu por razões políticas
“O Brasil é hoje o maior exportador de frangos e o terceiro maior produtor, atrás de Estados Unidos e China, e tem muita tradição no setor avícola”, analisa Rick Greubel, presidente da área internacional da Tyson Foods. “Portanto, este investimento se encaixa na estratégia da empresa, que contempla, entre outros aspectos, a união de forças com empresas brasileiras em diferentes estados, reconhecidas pela ética e com grandes perspectivas de crescimento e expansão das operações, bem como a possibilidade de agregar valor aos negócios dessas empresas”, completa. Sobre os planos da Tyson Foods para o Brasil, Greubel adianta que a meta é de estar, em curto prazo, entre as cinco principais empresas avícolas do Brasil.
De acordo com o site da Macedo, essa parceria vai representar um crescimento da indústria catarinense, modernização e investimentos em novas tecnologias, além de maior divulgação do nome do Estado no mercado mundial. Isso significa que vai duplicar a capacidade produtiva (vão trabalhar em dois turnos) e, portanto, terão que contratar novos funcionários.
Ficaremos de olho!

Fonte:
http://www.clicrbs.com.br
www.tyson.com.br
www.macedo.com.br

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SIM! Médica Veterinária!

Muita gente me pergunta se eu exerço realmente o trabalho de veterinária pois nao trabalho com cachorrinho, gatinho, cavalo, etc. Por isso estou aqui para divulgar as outras áreas da medicina veterinária.
Peguei um texto da aula do Professor Zander, da Pós que estou concluindo, que eu adoro, e fala exatamente sobre o médico veterinário que trabalha na indústria de alimentos.
Ai vai...
Imagine café da manhã sem leite, domingo sem churrasco,infância sem iogurte, goiabada sem queijo, sexta-feira da paixão sem peixe, sanduíche sem hambúrguer, chupeta sem mel. Agora imagine que todos esses produtos estão na sua mesa leite, iogurte, carnes, queijo, peixe, hambúrguer, mel mas você não tem coragem de consumi-los, não sabe de onde vieram, duvida da forma como foram feitos e nem tem noção se por trás desses alimentos houve algum controle de qualidade. Pois é, ainda bem que existe o Médico Veterinário. Isso mesmo veterinário. Apesar de muita gente não saber, é este o profissional que garante a qualidade e a inocuidade de todos os produtos de origem animal que os consumimos. Sua atuação é vital durante o processo de produção e do processamento desses alimentos, estando ele presente da fazenda ao supermercado. E pensar que o controle sanitário dos alimentos é apenas um dos campos de trabalho do veterinário. Há várias outras áreas de atuação, como a clínica de pequenos animais, que certamente você já conhece; e outras, como biotecnologia e clonagem, agronegócio e saúde pública que a maioria das pessoas nem tem idéia de que representa.E agora que você já sabe um pouco mais sobre o trabalho desse profissional, responda a seguinte pergunta: Dá para imaginar a nossa vida sem os veterinários?

Então?

Bjos